Hallel do Novo Gama…

Em primeira mão, nova musica ”Sozinho Jamais”

Galera curtam a nova musica da banda, é uma previa logo logo lançaremos ela prontinha, mas ja da pra sentir o gostinho.

Galera curtam essa Banda Norte-Americana, vale a pena conferir…

Você Me Achou

Eu achei Deus
Na esquina da Primeira com Amistad
Onde o oeste
Foi tudo exceto conquistado
Sozinho
Fumando o seu último cigarro
Eu disse, “Onde você esteve?”
Ele disse: “Pergunte qualquer coisa”

Onde você estava
Quando tudo se desmoronava?
Todos os meus dias
Foram gastos no telefone
Que nunca tocou
E tudo o que eu precisava era de uma ligação
Que nunca veio
Para a esquina da Primeira com Amistad

Perdido e inseguro
Você me achou, você me achou
Deitado no chão
Cercado, cercado
Por que você teve que esperar?
Onde você estava? Onde você estava?
Só um pouco tarde
Você me achou, você me achou

Mas no final
Todos terminam sozinhos
Perdendo-a
A única que conhecia
Quem eu sou, quem eu não sou
E quem eu quero ser.
Sem ter como saber
Quando ela estará ao meu lado.

Perdido e inseguro
Você me achou, você me achou
Deitado no chão
Cercado, cercado
Por que você teve que esperar?
Onde você estava? Onde você estava?
Só um pouco tarde
Você me achou, você me achou

Logo de manhã
A cidade nasce
E eu estive ligando durante anos
E anos, e anos, e anos
E você nunca me deixou mensagens
E você nunca me enviou cartas
Você ganhou algum tipo de poder
Me tirando tudo o que eu queria

Perdido e inseguro
Você me achou, você me achou
Deitado no chão
Onde você estava? Onde você estava?
Perdido e inseguro
Você me achou, você me achou
Deitado no chão
Cercado, cercado
Por que você teve que esperar?
Onde você estava? Onde você estava?
Só um pouco tarde
Você me achou, você me achou

Por que você teve que esperar
Para me achar? Para me achar?
Galera nao consegui anexar o video, copie e cole no seu navegador e curta esse som:
http://www.youtube.com/watch?v=VJyyanGYH_I
Fonte: Programa Revolução Jesus

Musica do Demonio? Pe. Zezinho scj diz a Eraldo Mattos

Mexendo em fotos e arquivos da história da CODIMUC, deparei-me um um artigo do Pe. Zezinho, scj, com o título “Música do demônio?“. Na verdade, é mais um testemunho, uma carta de encorajamento, do que propriamente um artigo. O padre, como um irmão mais velho e mais experiente na caminhada, confirmava o ministério dos mais jovens. Assim como Jesus havia mandado Pedro fazer (cf. Lc 22, 32).

Escrito e publicado em 2005, por ocasião da realização do evento Jesus is the Rock, o texto se mostra atual e traz reflexões ainda em voga nos dias atuais.

Por isso, reproduzo abaixo o texto do Pe. Zezinho,scj.

Acima, um vídeo do Cristoatividade, primeira banda católica a gravar rock. O grupo revolucionou a música católica em meados da década de 90.

————————————————————————————

Caro Eraldo,

Vi você meio triste com o que andaram dizendo a respeito dos seus meninos, que tocam rock para Jesus. Não gravo aí, não sou da RCC. Acho que também tenho carismas e entendo que, nessas horas, a gente mostra se vê ou não vê o valor dos outros. Alguém discordou de vocês. Então, ouça-me! Eu vejo aonde vocês querem chegar e sei que não foi, não é nem será fácil. Começo propondo-lhe que leia Colossenses 3,13 e 3,16-17. Lá perceberá porque deve continuar sereno e continuar a gravar rock religioso!

Tenho apenas dois cds de Rock and Roll, um deles do U2 e outro de Rick Wakeman. Mas já ouvi muitos. E tenho ouvido os da Codimuc. Não toco e não canto, mas ouço e presto atenção nos jovens que os cantam. Também não toco nem canto tango, samba, salsa, merengue e pelo menos cinqüenta gêneros de música, mas, quando alguém as toca, se me despertar a atenção, eu ouço. Não gosto de algumas letras, nem de alguns arranjos e melodias, mas ouço. Da música de câmera à opera, passando pelos mais diversos estilos, acho que posso aprender alguma coisa. E aprendo.

Tenho ouvido, desde meu tempo de seminário, que o rock é musica demoníaca, porque faz mal a quem o canta e ouve. Leva ao pecado. Mas já vi gente de vida belíssima cantando e ouvindo rock. Conseguiram ser tão bons e tão santos como os que só ouvem gregoriano, Bach ou Debussy. E já vi pessoas cruéis, mal humoradas e violentas gostarem de música sacra e hinos de igreja. Aos sessenta anos de vida, com milhares de viagens, a gente vê de tudo.

Culparemos a música de Wagner, a de Bach, a de Mozart porque alguns assassinos a tocaram? Culparemos a canção suave, cantada nas assembléias do pastor Jim Jones que, insatisfeito com as trevas do mundo que a eles se opunha, optou por envenenar todos os seus fiéis em l968? Como explicar os suicídios coletivos de inúmeros grupos religiosos na França, nos Estados Unidos, nas Guianas, na Rússia, onde se tocava música religiosa suave nos cultos e onde ninguém ouvia rock?

É verdade que alguns grupos de rock têm comportamento errado, usam drogas, falam de satã na mídia e em suas letras até o invocam. Mas é justo dizer que os outros 90% de grupos que tocam, cantam e gritam rock são todos servidores do demônio? Pode não ser música litúrgica; pode não dar a mensagem com a mesma serenidade que outros gêneros musicais; pode até não servir para determinados encontros pastorais, mas daí a dizer que é musica inspirada pelo demônio vai enorme distância.

Mal por mal, outras musicas suaves ou até melodiosas também serviram para levar muita gente ao pecado e à violência. O Terceiro Reich de Hitler não tocava rock, mas aquelas marchas e letras levaram muita gente a idolatrar a Alemanha acima de tudo. (Deutchland über alles). Cantavam que o futuro lhes pertencia por direito, arianos que eram. Hoje, há cantores religiosos dizendo que são vencedores e que Jesus lhes dará a vitória e o poder. As letras dizem claramente que eles são mais eleitos, mais fiéis e melhores do que os outros. Já viu alguns textos deles?

Faço parte dos padres que não permitem qualquer música de rock numa missa. Mas, se for uma grande festa de multidão e, num som possante, num ritmo marcial e ensurdecedor de cem instrumentos, alguém tocar um soleníssimo “Te Deum” para toda aquela multidão, aplaudirei aquela música poderosa. Os salmos mandam fazê-lo! No Templo se tocava música fortíssima. Trombetas, clarins, tambores, mil vozes… Imagine o barulho a reboar nas paredes do templo!

Se for um rock melodioso – e existe isso – aceitarei aquela guitarra estridente e aqueles sons eletrônicos em altíssima proclamação de amor a Deus. Tudo tem hora e lugar. Dependeria da festa, das palavras e do sim ou não do bispo. Já fiquei quase surdo diante do “Alelluia de Händel” tocado numa praça em Great Barrington, Massachussets, USA. Foi poderoso e foi bonito. O heavy rock não faria som maior. Achei de bom tamanho. Deus merecia aquele Aleluia, tocado com todo o poder por mais de 500 instrumentistas e cantores. Não achei que fosse do demônio, embora meus ouvidos quase estourassem. Foi grandioso!

Não acho, nem jamais achei que bandas toquem música do céu ou do inferno. Talvez toquem de maneira celestial ou infernal, mas é ousadia classificá-las como de Deus ou do diabo. Até duvido que no inferno se toque alguma canção. Quanto a uma canção ser do céu, acho que, se ela não levar ao pecado, já é um bom indício. Mas aí, outra vez, há músicas religiosas e músicas profanas sendo usadas para fins ilícitos. O problema é do cantor, mais do que da canção.

Gostaria de pensar que meus 40 anos compondo e pesquisando, e minhas mais de 3 mil músicas me dão o direito de correr em defesa dos meninos que gostam de rock. Se outros têm algo a dizer, acho que eu também tenho. Eu também tenho mãos sacerdotais. Em nenhum dogma católico está escrito que há músicas do céu e músicas do inferno, ou que elas levam alguém para lá. Então, não há como falar de maneira dogmática. Música é como estrada. Por melhor que ela seja, se a gente não souber ir, ela não leva. Por pior que seja, se a gente souber ir, acaba chegando. Maior do que a música é o cantor.

Melodias não decidem; pessoas decidem! Como música é linguagem e jeito de expressar um sentimento, tento entender os que cantam chorando, rindo, murmurando, suspirando ou gritando. Não está escrito em nenhum lugar da Bíblia que gritar é anti-religioso. A Bíblia até manda gritar! Os salmos mandam elevar a voz e gritar de alegria (Sl 20,5; 33,3). Um deles manda tocar com maestria uma nova canção aos gritos de alegria. O rock religioso faz isso! Esses meninos tocam com talento impressionante e gritam de alegria. Faz parte do jeito deles!

Não sendo na liturgia, posto que os liturgistas têm sérias restrições ao rock nas celebrações, e, se as danças não provocarem os baixos instintos, pode-se trazer o rock religioso para os encontros de jovens. Porque não? Afinal, há muitas linguagens musicais. Se há tanta gente falando em línguas e sem intérpretes, em franca desobediência a Paulo, na 1ª Coríntios, e ao Documento 53 da CNBB, porque os jovens não podem cantar seu rock que é até mais fácil de entender, ainda que seja barulhento? Se irmãos renovados podem até gritar forte em línguas porque o Espírito os enche de emoção, porque outros não podem cantar rock, que é também um tipo de linguagem forte? Porque o som de uns é do céu e o de outros é do demônio? Onde está isso na Bíblia ou nos documentos da Igreja?

Entendo os que condenam os grupos que se apresentam como porta-vozes de satanás. Mas não aceito os que acusam todos os grupos de rock como gente sem espiritualidade ou sem conteúdo. Alguns fazem mais pelos pobres do que muitos grupos de canto santo e suave. Que sejam denunciados os que exageram, mas não que se exagere na acusação a todos. Há excelentes meninos e meninas cantando rock, como os há cantando musica suave de louvor ou de exortação sócio-política, baseados nos documentos sociais da Igreja. É apenas mais um estilo. Querer lançar sobre o rock o estigma de música do demônio é exagerar na dose, a menos que se acusem as marchas militares do mesmo pecado, porque muitas delas levavam à guerra!

Lamento pelos jovens que ficam confusos ao ouvirem falar de cd´s tocados de trás para frente, de palavras satânicas ocultas em todas as canções de rock. Lembro-me de um desses piedosíssimos irmãos de outra igreja, que tentou mostrar que minhas canções Maria de Nazaré e Um Certo Galileu, tocadas de trás para frente continham a frase: Jesus é satã. Achei graça. Peguei uma música da igreja dele, mandei um técnico tocar de trás pra frente e achei três palavrões. Pelo que sei, tudo o que é invertido pode trazer distorções.

Fui ler outra vez a Sacrossanctum Concilium do Vaticano II sobre a sagrada liturgia, números 112 a 121 e entre as sábias normas de como devem ser as canções litúrgicas, não vi nenhuma condenação tão severa quanto essas que se ouve contra o rock dos nossos jovens. Li também outros documentos e nada percebi de tão peremptório contra o rock, como as condenações que alguns irmãos andam exarando. O rock tem seus limites e defeitos, mas se nenhum documento oficial o declarou do demônio, então fiquemos no equilíbrio. Não ser recomendável para as missas é uma coisa, ser instrumento do demônio é outra.

Não sei a que serve querer impedir que nossos jovens gostem de samba, rock, seresta, pagode ou músicas aparentemente menos religiosas, mas com boas letras. Quando Paulo mandou os fiéis cantarem salmos, hinos e cantos espirituais, não especificou o tipo de ritmo, batida, ou melodia (Cl 3,16) Nem disse que instrumentos se deveria usar. Só disse que, qualquer coisa que fizessem, fosse feita em espírito de gratidão e em nome de Jesus.

Eu achei meu tipo de melodias para ensinar a louvar. Valsas, sambas, baladas, country, toada mineira, sinfonia, duetos, canto gregoriano, ajudaram muita gente a repensar sua fé e a sua vocação. Algumas são cantáveis na liturgia, outras não, mas têm o seu lugar. Acho normal que jovens que amam o Senhor também queiram se expressar cantando rock, se dele gostam. Só alerto contra quando suas letras não são catequéticas ou quando a melodia não se presta para a missa, porque mais distrai do que concentra.

Tenho pedido a alguns pregadores mais compreensão para com nossos jovens. Já é duro para eles sobreviver cantando. Agora precisam enfrentar ainda essas condenações, como se, ao cantarem, estivessem espalhando pecado na Igreja! Eles precisam melhorar suas letras e melodias, mas eu também. Todo mundo! Os especialistas em liturgia estão com a razão! Nossas canções nem sempre respeitam o propósito das celebrações. Serve para qualquer santo de qualquer movimento! Não sou fundador de movimentos, mas já movimentei e movimento milhões de pessoas. Acho que também mereço ser ouvido!

Músicos precisam se reciclar e ler mais; pregadores também! E quem faz rádio e televisão precisa aprimorar os seus programas. Então, ajudemo-nos mutuamente, ao invés de ver o demônio onde ele certamente não está. No dia em que me provarem que anjos só tocam suaves harpas, suaves cítaras, violões levemente dedilhados e flautas superdoces diante do Senhor, mudarei de opinião. Não imagino que cantem rock, mas também não está dito que cantam valsas ou canções parecidas com as nossas. Como é a música dos anjos? Alguém foi lá e ouviu? Então, como podemos dizer que a nossa música é dos anjos e a deles não é?

Por isso e mais ainda, Eraldo, continue o seu belo trabalho. Não se deixe abater. Você está evangelizando um tipo de jovem que jamais chegaria perto de uma igreja sem a sua ajuda. E quando você tocava rock, você já era de Cristo. Se quiser tocar na minha frente, ouvirei com prazer, porque sei quem você é e como você ama o Senhor Jesus! Se outros jovens andam exagerando, não é justo que os seus paguem o preço do ostracismo.

Se 40 anos de música nas costas servem, você tem minha bênção e meu apoio! Não deve ser fácil fundar comunidades de jovens bons e santos, mas também não é fácil ensinar a pensar, a ler mais, a cantar, a defender o povo sofrido e a louvar o Senhor cantando. Não pare!

Pe Zezinho scj

Fonte: Codimuc

O motivo do nosso cantar

Santo Agos­ti­nho afir­mou, certa vez: “Se que­res saber o que cre­mos, vem ouvir o que cantamos”.

O mesmo santo nos diz que “Can­tar é pró­prio de quem ama”. E ainda: “Can­tar é rezar duas vezes/”

Estas três afir­ma­ções bas­ta­riam para fun­da­men­tar o porquê do nosso canto na litur­gia. Can­ta­mos por­que ama­mos. Can­ta­mos por­que cre­mos. Can­ta­mos por­que o Senhor é a nossa Festa. A Litur­gia é uma festa. E não há festa sem música. Daí a impor­tân­cia do canto nas nos­sas cele­bra­ções. Não um canto qual­quer, ape­nas como enfeite ou algo secun­dá­rio, mas como parte inte­grante da cele­bra­ção, por isso é um canto cha­mado litúr­gico, minis­te­rial, que está em fun­ção da Pala­vra e do Mis­té­rio cele­brado, cujo cen­tro é sem­pre Jesus Cristo, nossa Pás­coa, isto é, sua vida, pai­xão, morte e res­sur­rei­ção, à luz do qual vive­mos tam­bém nos­sas mor­tes e ressurreições.

Des­ta­ca­mos, a seguir, algu­mas razões for­tes, fun­da­men­tais, cita­das em docu­men­tos da Igreja, sobre o motivo do nosso can­tar, na comu­ni­dade cele­brante, com a par­ti­ci­pa­ção de toda a assembléia:

1. O canto é um dos meios mais efi­ca­zes e peda­gó­gi­cos para a for­ma­ção cristã e litúr­gica, pes­soal e da assembléia.

2. O canto é cami­nho para o encon­tro entre o homem e Deus. Tem força de trans­for­ma­ção, por­que toca as pro­fun­de­zas da alma, as fibras mais ínti­mas do nosso ser.

3. Can­tar em comum pro­duz união, cria sin­to­nia, soli­da­ri­e­dade e comu­nhão entre os par­ti­ci­pan­tes. Enquanto can­tam as vozes, unem-se os cora­ções, expres­sando a mesma fé, soli­di­fi­cando a fra­ter­ni­dade, apro­fun­dando e cele­brando o amor.

4. O canto nos ajuda a sair de nós mes­mos, para irmos ao encon­tro do outro, fazendo-nos menos indi­vi­du­a­lis­tas e mais comu­ni­tá­rios. Dei­xa­mos o eu, para assu­mir o nós.

5. O canto é sinal e sím­bolo da poli­fo­nia da vida, onde somos tão dife­ren­tes, cada qual com seus dons, sua voca­ção e mis­são, mas todos uni­dos no mesmo coro, numa só voz, onde Deus é o nosso “Canto Firme”, que nos sus­tenta e faz cantar.

6. Por isso é tão impor­tante que toda a comu­ni­dade par­ti­cipe do canto e não ape­nas um pequeno grupo. Diz o docu­mento da Igreja sobre a Música Sacra, que ”Nada há de mais fes­tivo e mais grato nas cele­bra­ções do que uma assem­bléia que, por inteiro, expresse sua fé e sua pie­dade atra­vés do canto.”

7. A Litur­gia sem­pre foi mar­cada pelo canto. Basta lem­brar os Sal­mos, no Antigo Tes­ta­mento. Jesus Cristo can­tou os sal­mos, entoou hinos e ale­luias com os após­to­los, sendo Ele mesmo o Can­tor do Pai e nossa Música da vida. Tam­bém os pri­mei­ros cris­tãos sem­pre deram razão de sua espe­rança, atra­vés do canto que brota da vida, ora como grito e súplica, ora como lou­vor e ação de gra­ças, ora como acla­ma­ção e ale­luia. Deus é a fonte e a razão do nosso canto e do nosso louvor.

8. A música, pela sua­vi­dade da melo­dia, pela har­mo­nia das vozes, pela força do ritmo e dos sons, expressa melhor o Mis­té­rio de Deus e as ver­da­des da nossa fé. Uma coisa é falar­mos, por exem­plo, “Senhor, tende pie­dade de nós”, mas bem outra é can­tar uma melo­dia supli­cante, expres­sando o pedido de per­dão, pois no dizer do poeta, enquanto can­ta­mos, pro­nun­ci­ando as pala­vras, o Espí­rito Santo semeia luz e graça nos corações.

9. “Pou­cas coi­sas são tão pró­prias para exci­tar a pie­dade nas almas e inflamá-las com o fogo do amor divino como o canto” (Santo Agos­ti­nho). E Santo Ambró­sio, outro can­tor e com­po­si­tor de hinos reli­gi­o­sos, com­pleta bem: “Na ver­dade, não vejo o que os fiéis podiam fazer de melhor, de mais útil, de mais santo, do que can­tar”, quando reu­ni­dos na igreja para cele­brar o Senhor.

10. O impor­tante Estudo da CNBB n.º 79 dá 4 razões fun­da­men­tais do nosso can­tar na Celebração:

a) Razão teo­ló­gica — cele­brar a ação de Deus em nossa vida, como res­posta gene­rosa e con­fi­ante ao seu amor por nós.

b) Razão cris­to­ló­gica — cele­brar o Mis­té­rio Pas­cal do Senhor Res­sus­ci­tado entre nós.

c) Razão pneu­ma­to­ló­gica — can­tar no Espí­rito, pois não só can­ta­mos para Deus, mas em Deus, no seu Espírito.

d) Razão ecle­sui­o­ló­gica — can­tar e cele­brar em comu­ni­dade. A comu­ni­dade faz o can­tar, e o can­tar faz a comunidade.

Can­te­mos, pois, a vida, a fé, o amor! Deus é a razão do nosso can­tar, e é Ele mesmo o nosso CANTO!

Apro­vei­tem este artigo!

Pe. Nei Nelson

Fonte: Pastoral da Música de Brasília