Santa Cecília, padroeira dos músicos

Cecí­lia era de famí­lia nobre e viveu durante os pri­mei­ros sécu­los da Igreja, período mar­cado por grande per­se­gui­ção aos cristãos.

Sem que Cecí­lia tivesse conhe­ci­mento, seus pais pro­me­te­ram – na em casa­mento a um nobre jovem cha­mado Vale­ri­ano. Na noite de núp­cias, Cecí­lia revela ao noivo que se achava “sob a pro­te­ção direta de um Anjo que me defende e guarda minha vir­gin­dade. […]”. Disse-lhe ainda que a fide­li­dade ao voto tra­zia ben­ção, enquanto a sua vio­la­ção tra­zia maldição.

Impres­si­o­nado e como­vido com a decla­ra­ção de Cecí­lia, Vale­ri­ano decide tam­bém guar­dar sua pureza a par­tir daquele momento. Converte-se ao cris­ti­a­nismo e é batizado.

Após denún­cias de que Cecí­lia era cristã e que seu marido tam­bém havia se con­ver­tido, aca­ba­ram pre­sos pelas auto­ri­da­des roma­nas, que exi­giam que aban­do­nas­sem o cris­ti­a­nismo sob pena de morte.

Como Cecí­lia havia se recu­sado a negar a sua fé, foi con­de­nada à morte por asfi­xia numa câmara fechada. Ao ser colo­cada na câmara, can­tou inces­san­te­mente lou­vando a Deus. Por esta razão, e pelo dom de ouvir músi­cas vin­das dos céus, foi con­sa­grada como padro­eira dos músicos.

Pas­sa­das várias horas, e irri­ta­dos, pois Cecí­lia não mor­ria e con­ti­nu­ava a can­tar, seus car­ras­cos ten­ta­ram então decapitá-la. Após ter sido gol­pe­ada por três vezes sem que sua cabeça se des­pren­desse do corpo, foi dei­xada gra­ve­mente ferida no chão por mais três. Aos cris­tãos que iam visitá-la, animava-os a não rene­ga­rem a sua fé em Cristo.

Seu corpo foi enter­rado nas cata­cum­bas roma­nas, jun­ta­mente com outros már­ti­res. Após inú­me­ras tras­la­da­ções em decor­rên­cia das inva­sões dos godos, o corpo da Santa ficou por muito tempo escon­dido, sem que sou­bes­sem onde esta­ria o seu caixão.

Após uma apa­ri­ção de Cecí­lia ao Papa Pas­coal I (817–824), achou-se então o jazigo da Santa, e seu corpo encontrava-se intacto. No local de sua antiga resi­dên­cia, foi levan­tada uma Igreja, onde é cele­brada a sua memó­ria desde o século VI, no dia 22 de novem­bro. O esquife com seu corpo foi colo­cado no altar.

Santa Cecí­lia,

Rogai por nós!

Pastoral da Musica (Arquidiocese de Brasilia)

Eraldo Mattos fala no 16º IBMC a grande importancia da música Catolica… ”Nós Cremos, por isso cantamos”

O diretor da gravadora CODIMUC, Eraldo Mattos, concedeu entrevista exclusiva para o site do Instituto Brasileiro de Marketing Católico (IBMC). Empresário e músico, Eraldo refletiu sobre o momento atual da música católica no Brasil e sobre a palestra que vai ministrar durante o 16º Congresso de Marketing Católico, que acontece de 23 a 26 de maio, em Recife (PE). O tema da palestra será Nós cremos, por isso cantamos.

IBMC – Como você vê hoje o papel da música católica na evangelização?

Eraldo  – A música católica tem características fortes e marcantes, porque ela une arte e religião. O fruto é saboroso quando na medida certa, típico de qualquer mistura. Quando   excede qualquer um dos lados, desequilibra a doce harmonia que o Espírito Santo deve desejar.
A música, posso dizer, é a mais forte ferramenta de chamado à conversão e manutenção da fé da grande maioria dos jovens e muitos do movimento musical que revolucionou o final do século passado. A música, bem tocada, bem cantada, bem produzida, move corações para onde quer que seja. Cabe a nós direcionar o alvo.

IBMC – Do Pe. Zezinho, que foi inegavelmente um dos precursores da música católica, até o Rosa de Saron (lançado pela Codimuc e hoje produto da Som Livre), passando naturalmente pelo Anjos de Resgate, que revolucionou a música católica, o que evoluiu no seu parecer?

Eraldo – Eu creio que o amadurecimento da música católica se deve ao sacrifício. Eu lembro que, há muitos anos, o Padre Zezinho disse, e eu endosso: “não existe música católica sem cruz”. Ele semeou a música católica que hoje todos nós colhemos. O Rosa de Saron demorou 20 anos para acontecer, chegando quase a acabar. O Anjos de Resgate foi e é uma revolução. Viveu sua cruz e hoje partilha desse momento de júbilo com o próprio reconhecimento da Som Livre, lançando o CD comemorativo dos 10 anos. Hoje temos mais que música, temos arte, qualidade, visual, vida, ideologia e, acima de tudo, motivação espiritual, fruto dos resultados que o próprio Deus realiza no nosso meio.

IBMC – Há, inegavelmente, uma “saturação” de CDs católicos gravados, até mesmo por amadores, por este Brasil. Diríamos até que virou moda gravar um CD ou mesmo DVD. Você, como um dos principais empresários que investiram pesado nesta área em tempos muito mais difíceis, como vê isso: positivamente ou não?

Eraldo – A gente estima que tenham perto de 10 mil títulos de CDs católicos gravados. Nessa quantidade, tem de tudo, até coisa boa (risos). Mas, de todo coração, é dolorido ver muita gente boa no anonimato e muita gente que tem mídia ser sucesso na música católica e nem cantar, sabe. É um tempo difícil, mas creio que seja transitório.
Hoje os custos de produção são muito baixos em relação ao passado. Nós temos material na gravadora (CODIMUC) que nos custou centena de milhares de dólares para ser produzido, e hoje se faria com menos de um décimo desse valor, com a mesma qualidade.
Eu gosto muito de motivar gente nova, com talento. Amo os desbravadores do sertão da música católica. Ainda creio que estamos em tempos de desbravar, embora muitos já estejam colhendo frutos. Vejo pessoas sobrevivendo, direta ou indiretamente, da musica católica. Isso é bom. Vimos, no passado, muita gente que realmente tinha um chamado e perdeu tudo porque poucos acreditaram junto. O tempo é propicio para mudanças!

IBMC – Como uma paróquia pode “controlar” a qualidade da música (ou dos músicos) em suas celebrações, para que ela não seja um ruído na Liturgia?

Eraldo – Chamando alguém que entenda de música e Liturgia. A arte na Igreja não é feita de boa vontade. A maioria do que temos de arte no passado era de artistas contratados pela Igreja. Hoje, os artistas da música são qualquer um que possa ir tocar na missa no domingo, e quem vai à missa para se encontrar com Deus que sofra com aquilo que ligam de qualquer maneira e tocam de qualquer maneira. Se os padres lembrassem mais da responsabilidade que temos quando alguém vai a um templo católico, e o que deveríamos oferecer a esse membro, certamente estaria fazendo coisas mais sérias na música católica. E, com certeza, estaríamos dando mais respostas aos anseios da juventude e do mundo todo.

IBMC – A música boa e bem interpretada realmente atrai e engaja os jovens na Igreja ou isso é mais um chavão?

Eraldo – Quando aconteceu o acidente com os Mamonas Assassinas, houve muitas matérias sobre o impacto que a adolescência e a juventude sofreram com a ausência da música da banda. Em uma dessas matérias, chamou-me atenção que a música está presente em quase 90% do tempo livre de um adolescente. É muita coisa para não se dar importância. Se os Mamonas atraíram, será que nós não somos capazes?

IBMC – Antecipe para nós qual o tema central da palestra que você irá ministrar junto com o Pe. Joãozinho, no 16º Encontro de Marketing Católico?

Eraldo – Os que me conhecem sabem que sou vida, partilho vida. Levo para esse 16º EMC essa vida e o sonho de fazer da música católica “a música”. A maioria das festas e palcos do Brasil é comemoração de padroeiros das cidades. Esses palcos deveriam ser nossos, mas engolimos muita tranqueira por falta de uma série de coisas que levo para a palestra. Meu objetivo é exatamente esse: mostrar que podemos fazer da nossa música evangelística, que nos alimenta espiritualmente, fonte de sobrevida. E mais: captação de recursos para projetos mais ousados na nossa Igreja.

Fonte: Gravadora Codimuc

VII Pedra Viva… Dia 01 de Maio

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